domingo, 26 de outubro de 2014

Convenção de Genebra



Nos últimos tempos temos sido confrontados com inúmeras notícias sobre ciber-espionagem, cujo alvo não são apenas os cidadãos comuns mas também líderes mundiais e países inteiros. Como é natural, pouco se sabe sobre estes casos mas uma coisa é certa: para além dos fins mais pacíficos e meritórios, as tecnologias da informação e comunicação (TIC) são também utilizadas para inúmeras atividades ilegais, obscuras ou inconfessáveis.

É pouco reconfortante saber que quase todas as comunicações, bases de dados, aplicações e serviços podem ser – e, em vários casos, são – alvo de acesso ilícito. Por outro lado, a muitos ainda espanta que certas ‘apps’ que instalamos em smartphones e tablets para os fins mais inocentes possam, afinal, ser utilizadas por terceiros para recolher informação sobre os seus utilizadores, como sejam a localização, os sites aos quais acedem, as atividades que realizam.

Se a isto juntarmos o facto de que cada vez mais informação e serviços de pessoas individuais e coletivas residem na ‘núvem’ – o tão apregoado cloud computing – vemos que hoje em dia é quase impossível escapar a uma vigilância que ultrapassa em muito as mais pessimistas previsões feitas por George Orwell no seu famoso livro “1984”.

Mas, infelizmente, o problema não se fica por simples, embora graves, violações de privacidade e de direitos fundamentais. A questão é que da ciber-espionagem à ciberguerra vai um passo muito curto pois, por um lado os meios são basicamente os mesmos e, por outro, os fins também podem ser em boa parte coincidentes.

A diferença, no entanto, é que a ciberguerra pode crescer de tal forma que os resultados podem ser tão ou mais devastadores do que as guerras convencionais. Hoje em dia tudo é vulnerável a ciber-ataques. Bancos, bolsas, redes eléctricas, de água, de gás e de telecomunicações, hospitais, serviços de emergência e muitos outros não podem já funcionar sem recurso às TIC, pelo que um ataque informático a esses sistemas pode paralisar um país ou grupo de países, causando incontáveis vítimas mortais.

Não falamos aqui de ficção, infelizmente. Existem vários ataques informáticos documentados a vários países desde o ano 2007. Para além destes, muitos são abafados pelos próprios países atacados para não piorar uma situação que começa a ser incontrolável.


Há quem diga que é urgentemente necessária uma “Convenção de Genebra” para a ciberguerra, que impeça certos tipos de ataques e que imponha alguns limites, ditados, por exemplo, por razões humanitárias mas não só. Infelizmente, na ciberguerra não há regras, o inimigo não é conhecido e dificilmente pode ser responsabilizado. Para além disso, nem são necessários grandes investimentos em “armamento”. Por tudo isto, a solução para o problema está ainda longe de ser conseguida e é certo que, infelizmente, mais e mais graves ataques informáticos se registarão no futuro próximo.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Armas de distração maciça


Artigo de opinião publicado no diário ‘As Beiras’
em 23 de Janeiro de 2014


As tecnologias da informação e comunicação (TIC) fazem de tal forma parte do nosso quotidiano que dificilmente poderíamos passar sem elas. Vivemos num mundo que, em determinadas perspetivas, se assemelha bastante ao que foi previsto por Mark D. Weiser (n. 1952, f. 1999), um cientista de computação americano, quando em 1988 vaticinou que se caminharia para uma sociedade de computação ubíqua, na qual as tecnologias estariam de tal forma embutidas em todos os aspetos do dia-a-dia que quase nos esqueceríamos delas.

As TIC são hoje em dia poderosas ferramentas,  essenciais para a economia mundial, já que potenciam um sem-fim de novos serviços, estão na base de incontáveis empresas e empregos,  e são indispensáveis para uma elevada produtividade. São, também, utilizadas em todas as infraestruturas críticas atuais, sejam elas de energia, transportes, telecomunicações, água, saúde, segurança ou defesa. E são, além disso, intensamente utilizadas por todos nós para comunicação, para interação social e para lazer.

Mas o que é certo é que estamos muito longe da visão de Mark Weiser pois, ao invés de as tecnologias serem um assistente ‘invisível’ e silencioso, que utilizaríamos como extensão do nosso corpo e mente e do qual nos esqueceríamos, o que acontece é que cada vez mais as tecnologias são visíveis, conspícuas, desviantes e intrusivas.

Assistimos a uma crescente dependência das tecnologias de informação e comunicação, com enormes implicações ao nível da sociedade em geral e de cada indivíduo em particular.

Por um lado, a exposição de infraestruturas críticas e de incontáveis sistemas de informação à Internet tem sido e continuará a ser explorada para ataques terroristas, para espionagem industrial, para violações de direitos e para a ciberguerra entre países. São facetas pouco conhecidas das TIC, pois tal não é do interesse nem de presumíveis atacantes nem das suas vítimas.

Por outro lado, a um nível mais pessoal, muitos desenvolveram já uma fobia a estar sem o seu smartphone , a não terem sinal de rede celular, a estarem sem ligação à Internet. Em paralelo, é comum a obsessão pelas redes sociais, o repetido e compulsivo impulso de acompanhar tudo e todos num mundo a transbordar de informação e de interações.

Por isso, já poucos conseguimos concentrarmo-nos mais do que alguns minutos seguidos em tarefas que deveriam receber a nossa melhor atenção. O mais grave é que, na maior parte das vezes, não somos diretamente interrompidos por outros mas sim por nós próprios, na ânsia de não perder algum assunto importante, de tudo acompanhar e de tudo saber.

Talvez seja esse o maior desafio que enfrentam os atuais educadores: ensinar as novas gerações a lidarem melhor com a tecnologia, por forma a que as TIC não se transformem definitivamente nas armas de distração maciça que são nos dias de hoje.


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Perdidos e achados



“Onde estás?” Esta é uma pergunta que corre o risco de tornar-se desnecessária num futuro próximo, pois os sistemas e aplicações de localização estão cada vez mais divulgados e encontram-se em crescente utilização.

Graças ao vertiginoso desenvolvimento das tecnologias da informação e comunicação (TIC), existem hoje vários serviços de localização de pessoas, muitos dos quais baseados nas redes sociais. Para muitos, são serviços de grande utilidade, que podem, até, contribuir para o aumento da segurança e bem estar, mas muitos outros questionam-se sobre o impacto que o controlo de localização de pessoas pode ter na confiança mútua em particular e na sociedade em geral.

Quando aplicada à localização de crianças ou jovens pelos seus pais, esta tecnologia é encarada como sendo extremamente útil e importante, pois conduz a claros benefícios em caso de emergência. O problema é que, na esmagadora maioria das vezes, a segurança é o pretexto para um controlo constante, efetuado contra a vontade dos controlados e, consequentemente, minando as relações de confiança entre pessoas de uma mesma família que, em primeiro lugar, deveriam confiar umas nas outras.

Seguir constantemente a localização de uma criança ou jovem através de uma qualquer aplicação instalada num smart phone é equivalente injetar-lhes um localizador GPS ou confiná-los a uma determinada área através de pulseira electrónica. Em termos de educação, é a pior opção, pois em vez de se lhes incutir responsabilidade, diz-se-lhes que não são dignos de confiança.

Para namorados ou cônjuges, a questão da confiança é, também, a questão principal, embora às vezes a desculpa seja a de que se quer sempre estar mais perto e saber sempre tudo sobre o outro. Para além disso, há sempre o argumento de que “quem não deve não teme”.

Mas será que os serviços de localização poderão ser utilizados com vantagens em empresas (“temos que controlar os nossos colaboradores durante as horas de trabalho”), por entidades terceiras com fins comerciais (“queremos estar perto dos nossos clientes”), ou por governos?

A resposta com que todos parecem concordar é “Não!”. O que é certo é que, apesar disso, os serviços de localização têm cada vez mais utilizadores e estima-se que o seu crescimento continuará a ser acentuado.

As TIC continuam a revolucionar o nosso mundo, muito para além do que julgaríamos ser possível. No que toca a localização de pessoas e bens, os avanços têm sido de tal forma extraordinários que aquilo que hoje é possível fazer depende apenas da imaginação.  A grande questão é, no entanto, saber quando é que o possível se torna indesejável e quando é que o indesejável se torna inaceitável. São esses os limites que há que encontrar quanto antes pois, se não o fizermos, acabaremos por, paradoxalmente, nos perder.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Muitos anos a virar frangos


Nunca como hoje tivemos acesso a informação e conhecimento de forma tão fácil e rápida. A Internet e os motores de pesquisa são utilizados como um oráculo que para tudo tem resposta e solução, tantas vezes incompleta, incorreta e distorcida, embora poucas vezes questionada.

Curiosamente, o quase imediato acesso à informação potenciado pelas tecnologias da informação e comunicação (TIC) tem efeitos contraditórios. Por um lado, propicia um sem número de oportunidades, já que informação é, em muitos casos, sinónimo de controlo, poder, dinheiro e/ou reconhecimento. O que seria da atual sociedade sem o acesso generalizado à informação que agora a caracteriza? Quantas empresas iriam à falência? Quantos empregos se perderiam? Certamente, a impossibilidade generalizada de acesso a meios informáticos geraria um colapso da economia à escala global.

No entanto, a permanente disponibilidade de acesso a vastas quantidades de informação tem o curioso efeito de isolar as pessoas no seu mundo. É tanta a informação que a tendência de muitos profissionais é a de se concentrarem e especializarem apenas naquela que lhes diz diretamente respeito.

Naturalmente que qualquer profissional deve conhecer a fundo a sua área, dominar perfeitamente as ferramentas que utiliza, ser um especialista. Já Luís de Camões reconheceu na sua obra mor o valor do “saber de experiência feito”, frase que a sabedoria popular traduziu na expressão tantas vezes ouvida “são muitos anos a virar frangos”.

A questão é que “muitos anos a virar frangos” – ou, o que é o mesmo, muitos anos a fazer sempre o mesmo, quantas vezes com o nariz colado ao ecrã de um computador – limitam fortemente a visão que se tem da realidade. É para evitar isso que cada vez mais as empresas incentivam os seus colaboradores – e, em especial, os seus gestores e/ou líderes – a dedicarem algum do seu tempo a conhecer outras áreas e outros mundos.

A leitura é, claro, uma das formas mais eficazes de o fazer, já que, para além de excelente exercício mental, permite alargar horizontes, entender reações e contextos, perceber motivações técnicas, sociais e políticas. Para além disso, é fortemente estimuladora da imaginação e da criatividade. Não é, por isso, surpreendente constatar que os melhores líderes são os que mais leem e mais cultura têm.

O mundo seria claramente melhor se se lesse mais, a começar pelos alunos, passando pelos profissionais, e não esquecendo os políticos (cujas visões limitadas tantas vezes nos surpreendem e revoltam). E se para os mais viciados ou fanáticos das TIC um livro é um objeto obsoleto e arcaico, então que leiam e-books. O que interessa é que leiam, que abram horizontes, e que percebam que existem muitas outras coisas para além de “virar frangos”.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Piloto automático


Artigo de opinião publicado no diário ‘As Beiras’
em 15 de Janeiro de 2013


As tecnologias da informação e comunicação (TIC) estão tão entranhadas no nosso dia a dia que quase não nos apercebemos que muitas das coisas que vemos acontecer são resultado de processos quase totalmente ou mesmo totalmente automatizados.

Linhas de produção inteiras funcionam de forma automatizada, nas quais robôs são controlados por computadores, sob supervisão de um número muito reduzido de operadores. Comboios viajam constantemente sem condutor, em aeroportos e em linhas de metropolitano em várias cidades do mundo. A condução de veículos privados é, cada vez mais, apoiada em computadores e respetivo software. Equipamentos cirúrgicos de precisão são controlados informaticamente. Cada vez mais a nossa segurança depende de máquinas, de autómatos, de software, e menos de pessoas.

Os sistemas automatizados têm gradualmente provado que são seguros, quiçá mais seguros que os que são controlados por operadores humanos. Apesar disso e de todos os avanços tecnológicos, uma das áreas que ainda resiste à total automatização é a dos voos comerciais.

Uma grande parte dos acidentes aéreos deve-se a erros humanos. Nalguns casos, se os sistemas de piloto automático tivessem sido deixados operar normalmente, esses acidentes não teriam ocorrido.

A prova de que a tecnologia atual já permite efetuar voos sem piloto é o facto de isso ser já comum em muitos sistemas militares. Aviões não tripulados, comandados por operadores em terra, são cada vez mais utilizados em missões, críticas ou de rotina, com desempenhos que dificilmente seriam atingidos pelos melhores pilotos humanos. Sistemas de pilotagem automática são utilizados para controlar o voo de caças F-18, desde o momento em que levantam até que aterram em porta-aviões, sob as mais rigorosas condições atmosféricas. Nesses casos, os pilotos simplesmente assistem à aterragem, sem tocarem nos comandos.

Os próprios aviões comerciais já dispõem, em muitos casos, de equipamentos que permitem que todas as fases do voo sejam automáticas. É claro que ainda existem alguns desafios técnicos até que aviões comerciais possam efetuar voos sem piloto. Um deles é o da melhoria dos canais de comunicação com a aeronave, problema esse que não existe nos voos militares, já que estes sistemas têm canais de comunicação dedicados.

O maior e mais forte obstáculo é, no entanto, psicológico. Poucas pessoas aceitariam viajar num avião sabendo que este não teria piloto. É muito mais reconfortante saber que se partilha o destino com um piloto e um copiloto do que com um conjunto de sistemas computacionais e software, ainda que, na realidade, os pilotos sejam muito mais falíveis. No entanto, à semelhança do que está a acontecer com comboios e automóveis, será apenas uma questão de tempo. Afinal, no nosso dia-a-dia, não confiamos nós os nossos destinos a pessoas que tantas vezes se enganam?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Saber pensar


Artigo de opinião publicado no diário ‘As Beiras’
em 7 de Janeiro de 2013


Escrever, no início de 2013, sobre os perigos da Internet seria, no mínimo, déjà vu, redundante, desnecessário. O mesmo aconteceria se falámos dos seus benefícios e malefícios, amplamente debatidos, quase gastos de tanto andarem nas bocas do mundo. Na realidade, a Internet é, cada vez mais, implícita e invisível, tão subjacente que está a praticamente tudo o que fazemos. Talvez por isso, ao contrário do que se pensa, não tenha efeitos para além de trazer à luz as qualidades e defeitos que as pessoas, essas sim, têm.

Mais do que um fenómeno tecnológico, a Internet é um fenómeno social, bastante semelhante, salvaguardadas as proporções, a outras tecnologias e fenómenos relacionados com a comunicação, como sejam a imprensa escrita, a rádio, o telefone, o cinema ou a televisão, que, quando apareceram, revolucionaram o mundo.

Que me perdoem sociólogos e antropólogos por meter foice em seara alheia (prometo, em troca, perdoar-lhes a eles quando falarem de tecnologias), mas sou de opinião de que os tão alardeados perigos e vícios imputados à Internet resultam, afinal, da natureza humana e já caracterizavam os primeiros Homo Sapiens, se não mesmo outros hominídeos que os antecederam.   

Mas falamos, afinal, de que vícios? Do ardil? Da mentira? Da inveja? Da ganância? Do egoísmo? Da vaidade? Da luxúria? Não vou aqui reeditar os sete pecados capitais, obra já escrita por S. Tomás de Aquino no século XIII, e muito menos condená-los ou louvá-los. Basta-me, por agora, realçar que nada disso nasceu com a Internet, como é óbvio.

O que é importante é que se aprenda a lidar com as características da Internet que potenciam alguns vícios. Por exemplo, a superabundância de informação facilmente conduz à superficialidade, à falta de análise, ao copy/paste sem que haja o cuidado de analisar, compreender e selecionar a informação.

Curiosamente, também pode ocorrer o contrário. A tentativa de limitar e personalizar em demasia os interesses pode conduzir a grupos muitos fechados, a um estreitar de vistas e de opiniões, a ecossistemas de informação demasiado delimitados. É um fenómeno também comum noutros ambientes, que nada têm a ver com a Internet.

Outro efeito muito frequente é o da propagação dos erros. Pelo facto de algo estar na Internet isso não significa que seja correto ou verdadeiro. No entanto, existe uma tendência quase natural em acreditar em informação publicada por outros. Assim, muitos erros são propagados, de boa ou má fé.

Saber pensar por si próprio, manter um espírito crítico mas aberto, confrontar e analisar diferentes fontes são, por isso, essenciais num mundo inundado de informação. Desta forma estaremos todos preparados para enfrentar os perigos e vícios que não são, afinal, da Internet, mas sim de nós próprios. Estaremos, em suma, melhor preparados para viver numa sociedade cada vez mais exigente.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Uma prenda ideal


Artigo de opinião publicado no diário ‘As Beiras’
em 11 de Dezembro de 2012


Apesar da crise, nesta altura do ano todos procuramos encontrar formas de dar prendas àqueles que são importantes para nós. Todas as prendas têm uma mensagem associada – seja ela de amor, carinho, ou estima – e, mais frequentemente do que se julga, essa mensagem é tanto mais eloquente quanto maior o empenho que quem oferece colocou na sua escolha.

Questões económicas à parte – o que, nos dias de hoje, é bastante difícil para a esmagadora maioria das pessoas, diga-se de passagem – porque não oferecer prendas mais tecnológicas? Num mundo caracterizado por uma crescente dependência das tecnologias da informação e comunicação (TIC), é certo que muitas prendas desse tipo serão excelentes e fortemente apreciadas por quem as recebe.

Não será surpreendente o facto de este tipo de ofertas ser mais do agrado das camadas mais jovens da população, pois é próprio da natureza humana que nessas faixas etárias as pessoas sejam, em regra, mais atreitas às descobertas, aos desafios e a tudo o que represente novidade. Essa é uma característica fundamental para o crescimento, para a superação de obstáculos e, portanto, para a maturação.

Por outro lado, também não é surpreendente que sejam essas as prendas mais rapidamente esquecidas. Um dos fatores que para isso contribui é, naturalmente, a obsolescência desses equipamentos, ditada pelo constante avanço tecnológico e o consequente aparecimento de equipamentos com melhores características e funcionalidade. Mas o fator principal é o de que a promessa de desafio intelectualmente interessante rapidamente se esvai ao fim de algumas utilizações. Em regra, trata-se de equipamentos cujo potencial lúdico ou cultural foi fortemente sobrevalorizado, nos quais a forma se sobrepôs claramente ao conteúdo no ato da escolha.

Quantos desses equipamentos resistem ao primeiro ano? Quantos são guardados, como recordações preciosas de momentos importantes das nossas vidas? Certamente, uma percentagem ínfima. E quantos brinquedos ou presentes menos tecnológicos são conservados ao longo dos anos, décadas e, até, vidas? Incontáveis.

Destes, muitos são livros, de todos os tipos, formas, tamanhos, idiomas e épocas. É que os livros têm um ritmo compatível com a vida, transportam-nos para outros mundos sem sairmos deste, encerram ideias, sentimentos e emoções que perduram no tempo e podem, até, ser intemporais.

E, para além de tudo o resto, os livros têm uma bateria que nunca se gasta, não precisam de atualizações de software, não têm ‘crashes’, arrancam instantaneamente, são imunes a vírus, e as suas páginas estão sempre disponíveis.

Por isso,  agora que procura uma prenda ideal, uma prenda que cause impacto, que seja lembrada, que perdure, porque não um livro? Há-os para todas as idades, gostos e preços.