segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pronósticos só depois do jogo


Artigo de opinião publicado no diário ‘As Beiras’
em 5 de Maio de 2012


Vivemos num mundo governado pelo imediatismo e, por conseguinte, pela pressão de atingir sucesso instantâneo e resultados no mais breve espaço de tempo possível. Infelizmente, esta tendência é visível em todas as áreas de atividade e até em políticas e estratégias, onde, para além do imediato, se deveria pensar nos médio e longo prazos.

A febre dos objetivos, indicadores e resultados também se tem aplicado – em demasia, na minha modesta opinião – à ciência e à tecnologia. Esquecem-se os muitas vezes autoapelidados especialistas da inovação e empreendedorismo que não existe forma de determinar a priori o impacto de um dado avanço científico ou tecnológico, e que tal impacto poderá demorar anos ou décadas a sentir-se. Ao pensar-se apenas em termos de curto prazo, cria-se um caminho errático que pode não conduzir a lado nenhum, algo a que, infelizmente, nos temos vindo a habituar nas últimas décadas.

É certo que, como disse o notável físico dinamarquês Niels Bohr, "as previsões são sempre muito difíceis, especialmente se dizem respeito ao futuro" (frase esta também atribuída a muitas outras personalidades, incluindo o escritor americano Mark Twain) ou, como disse um notável treinador português quando inquirido sobre as suas previsões para o resultado de um clássico de futebol, "prognósticos só depois do jogo".

Nada é mais certo. São inúmeros os casos em que avanços científicos e/ou tecnológicos só tiveram aplicação ou reconhecimento décadas ou séculos depois de terem sido desenvolvidos. Alguns deles estão na base do funcionamento de coisas tão essenciais nos nossos dias como os computadores, a Internet ou as comunicações móveis, que agora movimentam quantidades incalculáveis de dinheiro em todos os países do globo.

Tomemos como exemplo, entre os muitos possíveis, a invenção dos transmissores rádio por Guglielmo Marchese Marconi (1874-1937), um engenhoso italiano que falhou a entrada na Academia Naval Italiana e na Universidade de Bolonha. Poucos acreditaram no potencial da sua invenção, realizada em 1896 e que permitiu, pela primeira vez, a transmissão sem fios a 2.4 Km de distância.

É claro que nessa época existiam já o telégrafo e o telefone elétricos, com fios, que eram utilizados em escala relativamente larga e que serviam as necessidades dos seus utilizadores, desde simples cidadãos a governos, passando por destacados homens de negócios.

Felizmente que, também no caso da transmissão rádio, alguns – poucos, como sempre –  reconheceram o potencial do invento, e decidiram apoiá-lo e investir, apesar de saberem que só no médio ou longo prazo os benefícios seriam visíveis. Mas quantos não terão tido tanta sorte, e quantos inventos e avanços terão ficado adiados ou esquecidos ao longo da história da Humanidade?

terça-feira, 1 de maio de 2012

O desafio dos dados


Artigo de opinião publicado no diário ‘As Beiras’
em 30 de Abril de 2012


Nota-se, na sociedade atual, uma obsessão pelos dados e pela informação. Bases de dados de todo o tipo são criadas, sofregamente mantidas e engordadas, inexoravelmente interligadas e relacionadas, por receio de que à faminta máquina da sociedade falte o alimento dos dados.

Paradoxalmente, processos administrativos anteriormente simples tornam-se –  aproveitando as possibilidades abertas pelas tecnologias da informação e comunicação (TIC) – burocraticamente muito mais pesados, ávidos de informação e de completude processual. A simplificação sucumbe, então, ao enraizado desejo de controlo, levado ao extremo pelo extraordinário poder das TIC.

É claro que, nos dias que correm, nenhum país ou comunidade pode sobreviver sem extensas quantidades de informação. Não falamos apenas de entidades estatais mas, também, de todo o tipo de entidades. Não é por acaso que a chamada mineração de dados é uma das áreas mais importantes dos modernos sistemas de informação, permitindo identificar gostos de utilizadores, tendências de mercado e comportamentos sociais. Neste sentido, a corrida aos dados ultrapassa em muito, em termos de importância, intensidade e valor, qualquer corrida ao ouro registada no passado.

A mineração de dados permite, por exemplo, identificar padrões e associações complexos, não visíveis quando os itens de dados são olhados individualmente. A mineração de dados permite ver muito para além dos dados, extraindo informação e gerando conhecimento, que podem ter um elevadíssimo valor financeiro, económico e social.

A extração de informação e conhecimento pode ser feita a partir de uma enorme variedade de fontes de dados, incluindo registos de vendas, textos de mensagens de correio electrónico, ficheiros áudio ou vídeo, ou registos de navegação na Web. Naturalmente, porque hoje em dia quase tudo passa pela Internet e porque esta atividade é, de uma forma ou de outra, sempre registada, é essa a principal fonte de dados.

Ao longo da história da Humanidade sempre funcionámos com base em informação. No entanto, a visão global e abrangente fornecida pela conjugação das TIC com a mineração de dados é o fator que a distingue em relação a tudo o foi feito no passado e que a torna numa arma poderosa que, como qualquer arma, pode ser utilizada para o bem e para o mal.

Muitas são as questões de privacidade e de liberdade que se levantam nesta matéria. Para além destas, que são óbvias, há um desafio menos óbvio e tantas vezes escamoteado, que não deixa de ser da máxima importância: o de não esquecer que por detrás dos dados estão as pessoas e que é para a melhoria da sua qualidade de vida e da sociedade em geral que quer os dados quer a sua mineração devem ser utilizados. Será que estaremos à altura deste desafio?

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Racionalizar a racionalização


 
Artigo de opinião publicado no diário ‘As Beiras’
em 24 de Abril de 2012


Em Portugal, as universidades e politécnicos dos dias de hoje são muito diferentes daquilo que eram há alguns anos. Cada vez mais as instituições de ensino superior interagem com a sociedade envolvente, sendo parceiros ativos – e, frequentemente, motores – no desenvolvimento em variadíssimas áreas da ciência e da tecnologia.

A área das tecnologias da informação e comunicação (TIC) é, claramente, uma daquelas em que o contributo das instituições de ensino superior tem sido de realçar. Muitas são as empresas de spin-off originadas nas nossas universidades e politécnicos, com forte atividade exportadora e grande visibilidade a nível nacional e internacional. Vários são os casos de incubadoras de empresas muito bem sucedidas. Todas são alvo frequente de atenção dos media, contribuindo para o orgulho nacional.

Se esse é o caso, isso em muito se deve à excelência da investigação científica e desenvolvimento tecnológico efetuados em várias das nossas escolas superiores. Naturalmente que essa investigação e desenvolvimento (I&D) em TIC se faz com meios humanos competentes, mas tal não seria possível se não existisse um ambiente tecnológico capaz de a sustentar.

Falo aqui não só de laboratórios de I&D com sofisticadas ferramentas de hardware e software, mas também de todo um ambiente de produção, composto por infraestruturas de comunicação utilizando as mais avançadas tecnologias, centros de dados de média ou grande dimensão, serviços e sistemas de informação de elevada sofisticação, complexidade e abrangência.

Este ambiente de produção, de enorme exigência pois tem que prestar serviços 24 horas por dia, 7 dias por semana, a comunidades que podem atingir dezenas de milhares de utilizadores, não é apenas utilizado para suporte da atividade académica e administrativa. É um ambiente essencial para as atividades de I&D e para a obtenção do know-how que não existe em mais parte nenhuma da nossa sociedade.

É por isso que a iniciativa de racionalização das TIC na Administração Pública não pode ser aplicada às instituições de ensino superior como se estas fossem meras repartições ou ministérios. Quem o pretende fazer não faz a mínima ideia do que é uma universidade ou politécnico, da importância que estas escolas têm na investigação e na formação de cientistas, engenheiros e outros profissionais e, por conseguinte, de quão essenciais são para o nosso país.

Agora todos reconhecem que as TIC na Administração Pública necessitam de racionalização. Os mais néscios pensam que essa racionalização deve incluir as instituições de ensino superior. Talvez se as tivessem ouvido há mais tempo não se tivessem cometido tantos erros e não fosse agora necessário fazer uma racionalização que, no caso em apreço, tem muito de irracional.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Engenharia por inquérito


Artigo de opinião publicado no diário ‘As Beiras’
em 14 de Abril de 2012



A Engenharia Informática deve mesmo ser um ramo menor da engenharia! Se não é, como é que se pode justificar a forma como é tratada por muitos sectores da nossa sociedade, a começar no Estado e sector público? Digo-o, naturalmente, com a mágoa que seria de esperar por parte de um engenheiro informático que contribui para a formação destes profissionais há quase três décadas.

Nos últimos anos proliferaram os atropelos a este ramo da engenharia, implementando soluções no terreno sem qualquer projeto ou linha orientadora, concebendo sistemas que eram tudo menos adequados aos fins em vista, replicando até à exaustão soluções erradas, desajustadas, dispendiosas. Violaram-se todas as regras de engenharia, porque nestas coisas da informática todos sabem fazer tudo.

O resultado está à vista. No sector público (e no privado também, mas esse não o pagamos todos) gastou-se e gasta-se demasiado dinheiro em tecnologias da informação e comunicação (TIC). O “Plano global estratégico de racionalização e redução de custos nas TIC, na Administração Pública – Horizonte 2012-2016” identifica medidas que poderão levar a poupanças de mais de 500 milhões de euros por ano.

As palavras de ordem são, agora, reduzir e racionalizar custos de TIC (admitindo-se, implicitamente, que se esbanjou e que isso foi feito de forma irracional). Poder-se-á pensar que a lição decorrente da má engenharia informática – ou melhor, da falta dela – foi aprendida e agora se abre um novo ciclo. Nada mais errado!

Agora pretende-se reduzir gastos a todo o custo mas, infelizmente, mais uma vez, sem que se adote uma metodologia de projeto. É como tentar emendar um edifício muito mal construído chamando agora um outro construtor que, a olho e sem projeto, tenta corrigir aqui e ali o que lhe parece mal. Racionalizar é, neste caso, um eufemismo.

Onde antes se incentivava a cega replicação de soluções agora preconiza-se, de forma não menos cega, o recurso ao cloud computing, qual panaceia para todos os males. Não há análise de requisitos, estudo de alternativas, especificação de soluções, planeamento de implementação e/ou evolução, adequados a cada caso.

Realiza-se, é certo, um gigantesco inquérito para recolha de dados de TIC na Administração Pública – alguns dos quais bastantes sensíveis e que, se caírem em mãos erradas, o que não seria inédito, poderão comprometer a segurança de muitas infraestruturas e sistemas de TIC do Estado – mas desde quando a engenharia se faz remotamente e por inquérito?

Mais uma vez são ignoradas as boas práticas de engenharia enquanto se prepara uma substancial mudança nas TIC em todos, ou quase todos, os organismos estatais. Mais uma vez as TIC no país vão mudar. À boa maneira portuguesa, naturalmente: sem projeto e por inquérito.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Pela sua saúde


Artigo de opinião publicado no diário ‘As Beiras’
em 9 de Abril de 2012


A generalização da utilização de tecnologias da informação e comunicação (TIC) em ambiente móvel, recorrendo a redes de terceira e, brevemente, de quarta geração, abre um vasto leque de perspetivas em termos de novas aplicações.

Uma das áreas aplicacionais que já começa a ser explorada, ainda que de forma incipiente, é a da saúde. As comunicações móveis, aliadas a uma variedade de dispositivos sensores, permitem a monitorização remota de doentes, com enormes benefícios em termos da sua independência, mobilidade e conforto.

Para além disto, este tipo de monitorização permite, entre outros aspetos, maior eficiência de utilização de meios humanos, já que pode ser automatizada em boa medida, apenas exigindo intervenção humana quando os parâmetros sob monitorização ultrapassam determinados limites. Aliviam-se, assim, as unidades de saúde e reduzem-se custos, sem que tal represente qualquer perda de qualidade dos cuidados médicos prestados.

As TIC e a mobilidade podem também ser utilizadas para promover um maior contacto entre paciente e unidade ou profissionais de saúde, quer para acesso a informação de saúde, quer para aconselhamento e, até, pré-avaliação clínica.

Para além disso, estas tecnologias têm um enorme potencial e valor na interação entre profissionais, por exemplo, entre equipas de emergência e unidades de saúde, possibilitando que dados recolhidos ‘in loco’ fiquem imediatamente disponíveis nos sistemas de informação hospitalares.

É claro que o desenvolvimento deste tipo de aplicações não foge à regra praticamente universal da multidisciplinaridade. Em primeiro lugar têm que estar envolvidos os profissionais de saúde que, melhor do que ninguém, sabem exatamente o que pretendem para a aplicação.

Naturalmente, a equipa de desenvolvimento tem que incluir também especialistas em informática, que terão que traduzir os requisitos e cenários de aplicação numa arquitetura adequada, desenhar uma interface com os utilizadores que seja eficaz, simples e apelativa e, naturalmente, implementar, testar e afinar a aplicação.

Não menos importante – quer na fase de identificação de requisitos quer na fase de testes – é a participação de potenciais utilizadores, dado que a sua visão não técnica permite identificar aspetos e sugerir soluções que os especialistas não vêm.

A área da saúde é, sem dúvida, uma das que mais potencial tem em termos de aplicação das tecnologias da informação e comunicação em ambiente móvel. É, por isso, de esperar que nos próximos anos aplicações deste tipo se vulgarizem e ganhem terreno em termos de implantação e importância. Esta é, talvez, uma das áreas mais nobres de aplicação das TIC, pois é aqui que mais marcadamente se percebe que não são as TIC que importam, mas sim as pessoas.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

As intrarredes sociais


Artigo de opinião publicado no diário ‘As Beiras’
em 3 de Abril de 2012


No ser humano não existe nenhuma dimensão mais complexa do que a dimensão social, isto é, aquela que regula a forma como cada indivíduo se relaciona com os seus semelhantes e com o meio que o rodeia. São as questões sociais que definem o que somos e quem somos.

Os processos sociais são de tal forma complicados e poderosos que têm marcado a evolução da nossa espécie, a história da civilização e, naturalmente, a política e a economia. Note-se que, no que respeita este último aspeto, há quem confunda economia com sociologia, quem confunda sociologia com economia e quem teime em que uma nada tem a ver com a outra.

A prova mais irrefutável da força da dimensão social é a fulgurante popularidade das chamadas redes sociais que, em menos de uma década, tirando partido da generalização das tecnologias da informação e comunicação, mudaram a face do mundo. E porque essa mudança social teve e tem um impacto na economia, as empresas olham para as redes sociais como um instrumento potencialmente muito útil para o seu sucesso.

É certo que são já incontáveis as empresas que utilizam as redes sociais para o seu marketing e publicidade, o que é perfeitamente natural dado o enorme alcance que este tipo de redes proporciona. Mas o que muitas tentaram e outras tentam agora é transportar o conceito de rede social para o seu interior, isto é, para os seus processos internos de funcionamento, constituindo aquilo a que se poderia chamar de intrarrede social.

A ideia é, na sua essência, a de possibilitar uma eficaz gestão e difusão do conhecimento e know-how internos, fomentando a troca de informação, a colaboração entre equipas e a inovação. E para isso nada melhor do que uma ferramenta de rede social, através da qual todos os trabalhadores – ou, como agora se diz, colaboradores – da empresa possam interagir.

No entanto, da teoria à prática vai sempre alguma distância que, frequentemente, é bastante grande. Muitas empresas dispõem das suas próprias plataformas de interação social, mas são frequentes os casos em que essas plataformas são muito pouco utilizadas pelos trabalhadores, apesar de motivações como prémios para melhores ideias ou para os recordistas de interação.

Há casos em que essa inércia é combatida definindo regras para a utilização ativa das redes sociais em meio empresarial, ou cultivando práticas que incentivem a interação em ambiente profissional, mas o que é certo é que o caso de sucesso das redes sociais está longe de se concretizar no interior das empresas.

A questão é, em si própria, social. Quando se pretende replicar um fenómeno global a uma escala muito menor, outras forças, de natureza social distinta, se sobrepõem, confirmando a nossa extraordinária complexidade enquanto seres eminentemente sociais.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Passos seguros


Artigo de opinião publicado no diário ‘As Beiras’
em 29 de Março de 2012


Não se poderá dizer que nunca me engane ou que raramente tenha dúvidas, mas apraz-me registar que mais de dois anos e meio depois de aqui, nestas breves linhas, ter advogado as vantagens da partilha de recursos de TIC (tecnologias da informação e comunicação), das soluções de código aberto e do cloud computing na administração central e local, o “Plano global estratégico de racionalização e redução de custos nas TIC, na Administração Pública – Horizonte 2012-2016” em adoção pelo Governo refira estas soluções como altamente benéficas e essenciais.

Referi essas vantagens em 2009 (vd. “Os 10 Mandamentos das Regiões Digitais”, As Beiras, 24 de Julho, pg. 30; “O potencial das TIC na Administração Pública”, As Beiras, 18 de Setembro, pg. 30; “Alguns riscos e problemas das TIC na Administração Pública”, As Beiras, 2 de Outubro, pg. 30), em 2010 (vd. “Optar pelas nuvens, com os pés assentes na terra”, As Beiras, 22 de Fevereiro, pg. 18), e em várias outras peças publicadas nesse ano, em 2011 e, também, em 2012.

Todas estas estratégias e soluções têm, claramente, aspetos fortemente positivos e, como tal, devem ser exploradas por forma a otimizar a utilização de recursos materiais e humanos. Mas devem-no ser não porque as respetivas denominações estejam agora na lista das buzz words tecnológicas – na qual o cloud computing ocupará, certamente, os lugares cimeiros – nem porque constem de algum relatório mais ou menos iluminado (quantos desses notáveis relatórios caíram no abismo do esquecimento em anos recentes?). Devem-no ser porque, de um ponto de vista de engenharia informática, são meios adequados para atingir os desejados fins de racionalização.

Infelizmente, parece que, em termos de políticas de TIC, nem todos aplicam práticas de engenharia adequadas, necessitando, por isso, de ‘incentivos’ como o referido plano estratégico.

Mas é precisamente porque as boas práticas de engenharia informática devem prevalecer no campo da aplicação das TIC ao mundo real, que a concretização de uma solução tecnológica específica se deve reger por uma cuidada análise custo-benefício da situação em apreço, e não por uma qualquer diretiva abstrata. Tomando como exemplo a aplicação do famoso cloud computing, há que, perante casos concretos, identificar objetivamente os custos da manutenção de uma solução tradicional e os custos de passagem para o cloud computing, sem esquecer os chamados custos escondidos, que só o são para os mais distraídos ou néscios.

Há, por isso, que fazer bem as contas – coisa que, pelos vistos, muitos parecem não saber – para não se embarcar em aventuras que sempre nos saem caras. Há que, enfim, dar passos no sentido da racionalização, com a certeza de que para além de meros passos serão, também, seguros.